No dia 8 de dezembro de 2025, a polícia israelense invadiu a sede da Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA) em Jerusalém Oriental. Durante a ação, as autoridades hastearam a bandeira de Israel, justificando a invasão com a alegação de dívidas fiscais no valor de 11 milhões de shekels. No entanto, a UNRWA e o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenaram a ação, afirmando que a instalação é inviolável segundo o direito internacional.
A UNRWA não realiza operações na sede desde o início do ano, após Israel ter ordenado sua desocupação. A agência foi acusada de parcialidade e, em resposta, Guterres pediu que Israel respeitasse a inviolabilidade das instalações da ONU. O chefe da UNRWA, Philippe Lazzarini, alertou que essa ação poderia criar um precedente perigoso para as operações da ONU em outras partes do mundo.
A invasão ocorre em um contexto de crescente tensão entre Israel e a UNRWA, que é vista por autoridades israelenses como uma entidade que abriga membros do Hamas. A situação ressalta a complexidade do conflito israelo-palestino e suas implicações para os direitos dos refugiados, tornando-se um ponto de discórdia nas relações entre Israel e a comunidade internacional, além de afetar diretamente milhões de palestinos dependentes dos serviços da UNRWA.


