No último domingo, 30 de novembro, Gerson de Melo Machado, de 19 anos, perdeu a vida após ser atacado por uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, conhecido como Bica, em João Pessoa, na Paraíba. A prefeitura local informou que o jovem escalou uma parede de seis metros e invadiu o recinto dos leões, apesar das tentativas das equipes de segurança para impedi-lo. O incidente ocorreu em um contexto alarmante, com investigações em andamento sobre a saúde mental do jovem e as circunstâncias do ataque.
Gerson, conhecido como “Vaqueirinho de Mangabeira”, tinha um histórico de esquizofrenia e sintomas psicóticos, com laudos psiquiátricos indicando sua necessidade de tratamento. A Justiça havia determinado sua internação um mês antes do trágico evento, mas ele continuou a apresentar comportamento desafiador e foi preso várias vezes. A combinação de sua condição mental e a falta de suporte adequado trouxe à tona questões sobre o sistema de saúde mental e a responsabilidade do Estado em cuidar de indivíduos vulneráveis.
O ataque levou ao fechamento temporário do parque e à realização de investigações por parte das autoridades competentes. A leoa, que não será sacrificada, passa por cuidados para se recuperar do estresse causado pela situação. Este caso ressalta a urgência de se abordar a saúde mental e a necessidade de um sistema de apoio mais eficaz para evitar tragédias semelhantes no futuro.

