Na última terça-feira, 12 de dezembro, um júri em Los Angeles, Estados Unidos, decidiu que a Johnson & Johnson deve pagar US$ 40 milhões a duas mulheres que alegam que o uso de talco da empresa causou câncer de ovário. O veredicto é parte de uma série de processos que envolvem alegações de que o talco, incluído em produtos como o Johnson’s Baby Powder, é prejudicial à saúde. A J&J anunciou que planeja recorrer da decisão, contestando a responsabilidade e a quantia da indenização.
Esse julgamento é mais um capítulo na longa batalha judicial da empresa, que já enfrentou diversas acusações sobre a segurança de seus produtos. Em 2023, a Johnson & Johnson retirou o talco de seus produtos globalmente, após um declínio nas vendas e crescente pressão legal. Recentemente, um outro júri na Califórnia havia determinado que a empresa deveria pagar US$ 966 milhões à família de uma vítima de mesotelioma, uma forma de câncer ligada ao uso do talco contaminado com amianto.
O vice-presidente mundial de litígios da J&J, Erik Haas, afirmou que a empresa venceu a maioria dos casos anteriores relacionados ao câncer de ovário e espera reverter essa decisão em apelação. Haas também alegou que as conclusões do júri não condizem com estudos científicos independentes que garantem a segurança do talco. O desfecho desse caso pode ter implicações significativas para a reputação da empresa e para futuras ações judiciais relacionadas ao uso de talco em seus produtos.


