A Justiça de São Paulo decidiu encerrar um processo que envolvia 161 pessoas acusadas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), mas isso não impacta a situação do líder da facção, Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola. Ele cumpre mais de 300 anos de prisão por diversos crimes e continua detido em um presídio federal de segurança máxima, sem possibilidade de soltura relacionada ao processo prescrito.
O caso, que foi arquivado, havia se arrastado por 12 anos e não resultou em nenhuma audiência de instrução, com muitos réus sequer citados. O juiz responsável reconheceu que o Estado perdeu o prazo legal para julgar a acusação de associação criminosa, levando à extinção da punibilidade. A prescrição, no entanto, diz respeito apenas a essa acusação específica e não afeta as condenações já impostas a Marcola.
A situação carcerária de Marcola continua inalterada, visto que ele já cumpriu penas definitivas. Segundo especialistas, a prescrição se aplica apenas ao crime em questão e não interfere nas demais penas acumuladas pelo réu. Portanto, mesmo que o processo tivesse avançado, a situação de Marcola na prisão permaneceria a mesma, dada a gravidade de suas condenações anteriores.


