O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) requereu a anulação da decisão da juíza Marcia Mayumi Okoda Oshiro, da 2ª Vara de Crimes Tributários, que rejeitou parcialmente a denúncia contra Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, e um ex-diretor financeiro. A magistrada manteve apenas a acusação de apropriação indébita, afastando as imputações de lavagem de dinheiro e crimes tributários por falta de provas adequadas.
O promotor Cássio Roberto Conserino criticou a decisão, alegando que a juíza deveria ter se declarado impedida devido a uma relação acadêmica com o advogado de defesa de Sanchez. Ele também expressou insatisfação com a demora para a análise da decisão, que levou 60 dias. O MP agora aguarda uma nova apreciação sobre o pedido de afastamento da juíza e se prepara para recorrer da decisão que rejeitou parte das acusações.
A situação envolvendo o uso de cartões corporativos do Corinthians trouxe à tona gastos questionáveis e gerou um clima de incerteza na gestão do clube. Andrés Sanchez já se afastou de seus cargos no Conselho Deliberativo e no Conselho de Orientação, enquanto o MP investiga o caso desde agosto, após a divulgação de movimentações suspeitas durante a gestão atual. O desdobramento desse processo poderá impactar não apenas a reputação dos envolvidos, mas também a estrutura administrativa do Corinthians.

