O Brasil, maior produtor mundial de café arábica, está mudando sua produção devido a secas severas e frequentes. Com a ameaça das mudanças climáticas ao cultivo do arábica, muitos produtores estão investindo na variedade robusta, que é mais resistente e oferece maior tolerância a temperaturas elevadas. Essa transição pode alterar significativamente o sabor do café brasileiro nos próximos anos.
As regiões tradicionais de cultivo são as mais afetadas, com a produção de robusta crescendo mais de 81% na última década. O robusta, que é mais amargo, tem se mostrado uma alternativa viável para garantir a continuidade da produção, especialmente em áreas onde o arábica não prospera. Técnicas como o plantio sob a sombra de árvores nativas têm sido adotadas para mitigar os efeitos do calor.
A mudança na produção pode impactar o mercado global de café, especialmente se os preços do arábica continuarem a subir. A União Europeia, grande consumidora de café solúvel, pode ver um aumento na demanda por robusta, que é mais acessível. Esse cenário aponta para uma possível reconfiguração das preferências dos consumidores e uma adaptação do setor cafeeiro às novas realidades climáticas.


