Um estudo da Timelens revelou que mais de 500 mil menções sobre a Black Friday 2025 foram registradas nas redes sociais durante novembro. A análise mostra que a data, embora continue central no calendário de consumo brasileiro, passou a ser marcada por um comportamento de compra mais racional, focado em itens essenciais devido ao aumento dos preços e ao endividamento das famílias.
Cerca de 66% dos consumidores priorizaram produtos necessários, com eletrônicos liderando as menções, mas com uma queda em sua participação relativa. O contexto econômico, caracterizado por juros elevados e renda pressionada, moldou esse novo padrão de consumo, onde as compras são feitas com base na comparação de preços ao longo do mês, em vez de impulsos imediatos durante a Black Friday.
As projeções para o faturamento da Black Friday 2025 são positivas, estimando-se vendas entre R$ 13 bilhões e R$ 14 bilhões, um crescimento de dois dígitos em relação ao ano anterior. Essa evolução reflete uma transformação na lógica de consumo, onde a expectativa dos brasileiros passou a ser a eficiência financeira, em vez da busca por oportunidades raras, indicando um amadurecimento nas estratégias de compra.


