Os cidadãos de Hong Kong compareceram em número reduzido às eleições legislativas neste domingo (7), com uma participação de 31,9%. Essa votação ocorre sob novas normas impostas por Pequim, em um clima de luto após o incêndio que resultou na morte de pelo menos 159 pessoas. As reformas eleitorais de 2021 visam garantir que somente ‘patriotas’ ocupem cargos públicos, limitando a representação popular.
Historicamente, as eleições em Hong Kong eram marcadas por intensos embates entre grupos pró-China e pró-democracia. No entanto, a implementação da lei de segurança nacional em 2020 resultou na prisão de muitos legisladores pró-democracia, alterando drasticamente o cenário político local. Neste contexto, 161 candidatos disputam 90 assentos do Conselho Legislativo, que atua como parlamento local.
O incêndio devastador ocorrido em 26 de novembro levou os candidatos a suspenderem suas campanhas, gerando um chamado por investigação dos responsáveis. A situação atual reflete as tensões persistentes em Hong Kong, uma ex-colônia britânica que enfrenta desafios significativos em sua autonomia e representação política desde a devolução à China há quase 25 anos.


