A Polícia Federal (PF) informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a perícia médica do general Augusto Heleno será realizada na próxima sexta-feira, dia 12, às 9h. Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), cumpre pena de 21 anos por sua participação em uma ação golpista e está preso desde 25 de novembro, em Brasília.
A realização da perícia foi determinada após a defesa do general solicitar a verificação de sua saúde, alegando que ele possui 78 anos e enfrenta sérios problemas médicos. A controvérsia gira em torno de um diagnóstico de Alzheimer que a defesa nega desde 2018, embora o general tenha afirmado que os sintomas começaram naquele ano. A decisão final sobre a prisão domiciliar caberá ao ministro Moraes, sem prazo definido para a deliberação.
Essa perícia médica pode ter implicações significativas para o futuro do general Heleno, caso a avaliação confirme a necessidade de um tratamento mais adequado em casa. A situação destaca a tensão entre questões de saúde e a aplicação da justiça, especialmente em casos que envolvem figuras públicas de alto perfil. O desdobramento desse processo poderá influenciar não apenas a vida do ex-ministro, mas também a percepção pública sobre o tratamento de condenados no sistema prisional brasileiro.

