Na terça-feira, 2 de dezembro, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou que suas forças militares tomaram a cidade de Pokrovsk, na Ucrânia, durante uma reunião com o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff. O encontro ocorre em meio a tensões crescentes e um vazamento recente de uma ligação entre Witkoff e um assessor do Kremlin, onde o americano ofereceu sugestões sobre um possível plano de paz. Essa reunião acontece uma semana após a revelação de que Witkoff poderia ter influenciado as negociações entre as partes envolvidas.
Durante a reunião, Putin expressou sua gratidão pelos avanços obtidos, destacando a importância das operações militares em andamento. No entanto, o Exército da Ucrânia contestou a declaração russa, afirmando que ainda controla partes estratégicas da cidade, essenciais para o acesso a Donetsk. O presidente ucraniano, Volodomyr Zelenskyy, reconheceu que a Rússia fez alguns progressos, mas sublinhou que as operações não resultaram em êxito.
O Kremlin afirmou que as discussões entre Putin e Witkoff se concentrarão nos entendimentos recentes entre Washington e Kiev. Essa é a sexta reunião pessoal entre os dois, aumentando as preocupações na Ucrânia e na Europa sobre o futuro das negociações. A posição da Ucrânia, juntamente com as interações controversas de Witkoff, continua a moldar o cenário geopolítico e as possibilidades de um acordo de paz na região.

