Os aportes em planos de previdência privada no Brasil caíram 18,6% entre janeiro e outubro de 2025, totalizando R$ 134,2 bilhões, de acordo com a Fenaprevi. Em outubro, a retração foi ainda mais drástica, com uma redução de 33,8% em relação ao mesmo mês de 2024, enquanto os resgates subiram 11,1%, alcançando R$ 13,5 bilhões, resultando em uma captação líquida negativa de R$ 3,1 bilhões.
O relatório indica que de janeiro a outubro, o total de resgates foi de R$ 128,2 bilhões, um aumento de 15,1%. Este cenário gera preocupações sobre a sustentabilidade do setor, que atualmente administra ativos equivalentes a 13,9% do PIB brasileiro. A popularidade dos planos de VGBL continua a dominar, representando 63% dos mais de 13,6 milhões de planos disponíveis.
As implicações desta tendência são preocupantes para o mercado de previdência, que já enfrenta dificuldades desde a implementação de novas taxas e políticas governamentais. O setor, que havia sido considerado um pilar de segurança financeira, agora observa uma diminuição significativa na captação e uma maior pressão sobre as seguradoras. A continuidade dessa trajetória pode levar a uma reavaliação das estratégias de investimento e da confiança do consumidor no sistema de previdência privada.


