O radar instalado pelos Estados Unidos em Trinidad e Tobago, em novembro, já está em funcionamento. O ministro da Defesa do arquipélago anunciou que os dados coletados estão sendo compartilhados entre as forças americanas e trinitárias. A instalação do dispositivo ocorre a cerca de dez quilômetros da costa da Venezuela, em um cenário de crescente tensão na região.
A implementação deste radar faz parte de uma mobilização militar significativa dos EUA no Caribe, que, oficialmente, visa combater o tráfico de drogas. No entanto, há preocupações de que esse movimento tenha como alvo o governo venezuelano, especialmente com a presença de um porta-aviões e a realização de exercícios militares na região. A primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, enfatizou que o radar ajudará a monitorar atividades ilícitas relacionadas ao petróleo e ao tráfico de drogas.
As implicações dessa instalação vão além da segurança interna de Trinidad e Tobago, levantando questões sobre a soberania da Venezuela e as intenções geopolíticas dos EUA. Embora o governo trinitário afirme que não foi solicitada permissão para ações contra a Venezuela, a região observa com atenção os desdobramentos dessa mobilização militar. O acesso a dados estratégicos pode alterar o equilíbrio de forças no Caribe e intensificar o controle sobre atividades ilegais na área.

