Helen Pedroso, do Grupo L’Oréal, compartilha sua experiência como a primeira diretora de sustentabilidade negra da empresa no Brasil e discute a importância da representatividade no ambiente corporativo. Em seu artigo, ela reflete sobre os desafios enfrentados por mulheres negras em posições de liderança e como a síndrome da impostora é uma barreira a ser superada, ressaltando que apenas 3,4% dos cargos executivos no Brasil são ocupados por mulheres negras.
Pedroso enfatiza que sua presença em um cargo de liderança vai além de uma conquista pessoal; ela simboliza a luta de muitas mulheres que foram invisibilizadas. A diretora menciona iniciativas como as Escolas de Beleza, que capacitam e oferecem oportunidades a pessoas de comunidades diversas, destacando que a responsabilidade social deve andar junto com o negócio. Com 56% de seus cargos de liderança ocupados por mulheres, a L’Oréal busca transformar estruturas e promover a diversidade de forma efetiva.
Ao final, Pedroso expressa seu desejo de que as futuras gerações de mulheres negras não carreguem o peso de serem símbolos, mas sim experimentem a alegria de serem reconhecidas por suas capacidades. Com dados mostrando que organizações diversas são 36% mais rentáveis, ela argumenta que a diversidade deve ser encarada como uma estratégia vital para o sucesso empresarial, e não apenas um discurso vazio.


