A 1ª Cúpula Popular do Brics teve início nesta segunda-feira (1º) no Armazém da Utopia, localizado no centro do Rio de Janeiro. O evento, que reúne representantes de movimentos sociais, busca integrar a voz da sociedade civil na elaboração de propostas que promovam a cooperação entre os países do Sul Global. A cúpula é a primeira a formalizar um canal de diálogo permanente entre os povos do Brics e seus governos.
Durante a cúpula, serão abordados assuntos críticos como a construção da multipolaridade e a reconfiguração da geopolítica mundial, além das estratégias para reduzir a dependência dos países emergentes em relação ao dólar americano. O Conselho Civil Popular do Brics, criado em 2024, é um marco nessa iniciativa, promovendo um espaço para a discussão de pautas relevantes entre a sociedade organizada e os governos. A ex-presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, destacou a importância desse evento como um passo significativo na inclusão da sociedade civil nas decisões do bloco.
Com a presidência do Brasil no Brics se aproximando do fim, a cúpula representa um momento crucial para consolidar a participação dos cidadãos nas agendas globais. João Pedro Stedile, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), enfatizou a necessidade de mobilização da sociedade civil para enfrentar desafios como a defesa da natureza e a construção de moradia. A posição estratégica dos países do Brics na produção agrícola global reforça a responsabilidade do bloco em promover sistemas alimentares sustentáveis e equitativos, uma pauta que será central nas discussões do Conselho Popular.


