O ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, declarou que o governo não tem a intenção de violar as prerrogativas do Senado, respondendo a críticas do presidente da Casa, Davi Alcolumbre. A polêmica surgiu em meio à demora do governo em enviar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, o que levou Alcolumbre a adiar a sabatina prevista para o dia 10 de dezembro. Sidônio fez essa afirmação em uma coletiva de imprensa, enfatizando que não há intenção de interferência por parte do Executivo.
Alcolumbre expressou sua insatisfação com o governo, alegando que a intervenção no cronograma da Casa prejudica o processo legislativo. A situação se agrava devido à crise nas relações entre o governo de Lula e o Senado, especialmente porque Alcolumbre tinha como preferido o nome do senador Rodrigo Pacheco para a vaga no STF. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar, apoiou a decisão de Alcolumbre de adiar a sabatina, citando que a falta de envio da mensagem presidencial ao Congresso contraria as regras da Casa.
A indefinição sobre a indicação de Messias pode resultar em desdobramentos significativos, com a possibilidade de que o processo se estenda até o próximo ano, dificultando a finalização antes do recesso parlamentar que se inicia entre os dias 17 e 18 de dezembro. Alencar avaliou que, se a mensagem fosse enviada imediatamente, ainda assim seria complicado concluir a apreciação a tempo. O futuro da indicação e o relacionamento entre o governo e o Senado permanecem incertos diante dessas tensões.

