Teerã, capital do Irã, vive um cenário alarmante de escassez hídrica, onde a falta de chuvas por seis anos consecutivos levou autoridades a avisar sobre a possibilidade de evacuação total da cidade. Com uma população de cerca de 18 milhões, a metrópole se aproxima do colapso, com reservatórios críticos e tensões políticas intensificadas. O presidente iraniano anunciou que, se a chuva não voltar até o fim do ano, medidas rigorosas de racionamento serão implementadas.
As barragens que abastecem a capital estão em níveis alarmantes, com a maior delas, a Barragem Amir Kabir, com apenas 10% de sua capacidade. A crise hídrica é exacerbada pela pior seca em um século na região e por uma gestão ineficaz dos recursos hídricos ao longo das últimas décadas. O resultado é um aumento na pressão social, com moradores enfrentando torneiras secas e incerteza sobre o abastecimento, o que pode levar a migrações internas e exacerbar tensões nas áreas mais vulneráveis.
A situação em Teerã não é um caso isolado, mas reflete uma tendência global de megacidades em regiões áridas enfrentando desafios semelhantes devido às mudanças climáticas e à má gestão de recursos. Para evitar que a capital se torne um exemplo sombrio, é necessário um planejamento sustentável e adaptações urgentes nas políticas de uso da água. A crise em Teerã serve como um alerta sobre a vulnerabilidade das cidades em face das mudanças climáticas e a necessidade de uma governança mais eficaz.

