Mateus Vitor Santos Vilela, de 27 anos, é a quarta geração de sua família a manter viva a tradição de produção de máscaras em Olinda, Pernambuco. A estreia da exposição <em>Entre Máscaras e Gigantes: Os Juliões do Carnaval de Olinda</em> no Rio de Janeiro, que ocorre até 25 de fevereiro de 2026, celebra esta arte popular, cuja história remonta ao final do século 19, com o bisavô de Mateus, Julião Vilela.
Durante a mostra, mais de 100 peças, incluindo as famosas máscaras de papel machê, são apresentadas no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular. A exposição busca não apenas destacar a beleza das máscaras, mas também a rica herança cultural que elas representam, atraindo a atenção de visitantes e turistas. Com isso, Mateus e sua família esperam expandir o reconhecimento da cultura pernambucana, especialmente da icônica máscara La Ursa, que se tornou um símbolo do carnaval.
A valorização e a continuidade do trabalho familiar são fontes de orgulho para Mateus, que vê na exposição uma oportunidade de compartilhar a história e a tradição de sua família. A arte das máscaras, além de ser um legado familiar, representa uma conexão entre passado e presente, unindo o carnaval e a cultura popular de Pernambuco a novas audiências. A intenção é que, ao visitarem a mostra, os espectadores não apenas apreciem as obras, mas também compreendam o significado profundo que elas carregam na identidade cultural da região.

