Na cerimônia do Nobel da Paz realizada em Oslo no dia 10 de dezembro, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, ironizou a ausência da laureada, a opositora María Corina Machado, comparando o evento a um funeral. Corina Machado, que confirmou sua viagem à Europa, não chegou a tempo para a entrega do prêmio, que foi recebido por sua filha, Ana Corina Sosa Machado.
Rodríguez, em declarações à televisão estatal, afirmou que a cerimônia foi um ‘fracasso total’, referindo-se à mobilização militar dos Estados Unidos no Caribe, que conta com o apoio de Machado. Ela mencionou protestos de grupos de esquerda em Oslo, que se manifestaram contra o que consideraram um ‘prêmio manchado de sangue’. A vice-presidente também declarou que o Nobel da Paz está ‘bem desprestigiado’.
María Corina Machado, por sua vez, destacou que diversas pessoas ‘arriscaram suas vidas’ para que ela pudesse participar do evento. Sua saída da Venezuela, onde vive na clandestinidade após denunciar fraudes eleitorais, ainda é um mistério, especialmente considerando o contexto político do país. O desdobramento dessa situação pode resultar em novas tensões entre o governo venezuelano e a oposição, além de repercussões nas relações internacionais da Venezuela.

