Nesta quinta-feira (29), o governo da Colômbia anunciou a restrição da importação de drones em resposta aos frequentes ataques de guerrilheiros utilizando esses dispositivos. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, afirmou que, em 2025, pelo menos 8 mil ataques desse tipo resultaram em 20 mortes e 297 feridos entre militares e civis, evidenciando a gravidade da situação de segurança no país.
Os grupos rebeldes, como o ELN e dissidentes das Farc, têm se adaptado para usar drones comerciais no lançamento de explosivos, uma tática que tem mudado a dinâmica da guerra. O novo decreto determina que a importação de drones será permitida apenas por pontos aduaneiros específicos, como o aeroporto de Bogotá e o porto de Cartagena, com o objetivo de fortalecer a segurança nacional e combater a criminalidade.
Além disso, o governo colombiano, sob a liderança do presidente Gustavo Petro, busca investir em sistemas de defesa antidrones, uma medida que visa aumentar a proteção contra esses ataques. A falta de progresso nas negociações de paz com os grupos armados continua a ser um desafio significativo para a administração, que tem como meta a redução da violência no país.

