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Fiocruz testa nova injeção contra HIV em sete cidades do Brasil

Carlos Eduardo Silva
Última atualização: 19 de janeiro de 2026 17:33
Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) dará início a um estudo clínico com o lenacapavir, um novo medicamento de profilaxia pré-exposição ao HIV, em sete cidades brasileiras: Campinas, Florianópolis, Manaus, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A pesquisa, que busca avaliar a eficácia do medicamento, foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e tem como meta a possível incorporação do remédio ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O lenacapavir, que pode ser administrado por injeção ou em forma de comprimidos, atua em várias etapas do ciclo de replicação do HIV, demonstrando um potencial preventivo significativo. O estudo, denominado ImPrEP LEN Brasil, é voltado especialmente para homens gays e bissexuais, pessoas não binárias designadas biologicamente do sexo masculino e pessoas transgênero, com idades entre 16 e 30 anos. As doses do medicamento são fornecidas pela Gilead Sciences, farmacêutica responsável pela sua fabricação, sendo que o início das aplicações aguarda a chegada de agulhas específicas ao Brasil.

Embora o lenacapavir ofereça uma nova abordagem na prevenção do HIV, seu alto custo pode limitar o acesso ao tratamento. Nos Estados Unidos, o preço anual do medicamento pode ultrapassar US$ 28 mil, enquanto a definição de um preço acessível para o mercado brasileiro ainda precisa ser estabelecida pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A inclusão do medicamento no SUS dependerá da avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e da aprovação do Ministério da Saúde, processos que não têm prazos definidos.

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