O regime iraniano anunciou nesta quinta-feira (29) que reagirá com uma ‘resposta esmagadora’ se os Estados Unidos concretizarem a ameaça de intervenção militar. Essa declaração surge em meio à repressão violenta de protestos internos e à crescente pressão militar dos EUA, que mantém dez navios de guerra no Golfo Pérsico, incluindo o porta-aviões ‘USS Abraham Lincoln’. Além disso, a União Europeia avalia a possibilidade de incluir a Guarda Revolucionária em sua lista de organizações ‘terroristas’.
A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, destacou que, se o Irã agir como um ator terrorista, deve ser tratado como tal. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, e o comandante do Exército, Amir Hatami, reforçaram que as forças armadas do país estão preparadas para uma ação decisiva. Hatami também anunciou a mobilização de mil drones estratégicos, enquanto o comandante das forças navais da Guarda Revolucionária ameaçou bloquear o Estreito de Ormuz, um ponto vital para o transporte de petróleo.
Apesar do tom belicoso das declarações, as negociações diplomáticas continuam, com o ministro das Relações Exteriores do Irã se reunindo com representantes turcos para discutir a mediação da tensão com os EUA. O presidente do Parlamento iraniano expressou abertura para um ‘diálogo real’, mas criticou a postura dos Estados Unidos. A situação permanece instável, com ONGs relatando milhares de mortes durante os protestos, o que pode complicar ainda mais a já tensa situação no Oriente Médio.

