A pesquisa realizada pelo Instituto de Estatística e Censos da Cidade Autônoma de Buenos Aires revela uma queda significativa na taxa de pobreza, que agora é de 17,3%, em comparação com 28,1% no mesmo período do ano anterior. A taxa de indigência também recuou, passando de 11,0% para 5,3% no terceiro trimestre de 2025, indicando uma melhora nas condições de vida na capital argentina.
O relatório destaca que o crescimento dos rendimentos, tanto laborais quanto não-laborais, superou a inflação, o que contribuiu para essa redução da pobreza. A renda familiar média teve um aumento expressivo de 69,3%, superando em 31,6 pontos percentuais o Índice de Preços ao Consumidor, que ficou em 37,7% na cidade. Essa é a quarta queda interanual consecutiva na taxa de pobreza, refletindo uma tendência positiva em relação à condição econômica dos cidadãos.
Embora a pobreza ainda afete 188 mil domicílios e 534 mil pessoas, a pesquisa também mostra que a classe média cresceu 19 pontos percentuais, alcançando 51,4% dos lares. Além disso, a proporção de domicílios considerados ricos aumentou de 12,6% para 16,1%. Esses dados indicam uma possível mudança na estrutura socioeconômica da cidade, que pode ter implicações significativas para as políticas públicas e a economia local.

