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Promotora deixa caso do IPREV e reabre debate político em Maceió

Camila Pires
Última atualização: 30 de janeiro de 2026 10:32
Camila Pires
Tempo: 2 min.

Na segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, a promotora de Justiça Gilcele Dâmaso de Almeida Lima renunciou à condução das investigações do Ministério Público de Alagoas (MP/AL) sobre o Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Maceió (IPREV). O caso envolve investimentos considerados de alto risco, totalizando R$ 168,5 milhões, que geraram preocupações sobre a segurança financeira dos servidores públicos e a gestão dos recursos previdenciários.

O afastamento de Gilcele Dâmaso reacende discussões políticas sobre a condução do caso, especialmente após seu pedido de arquivamento das apurações em dezembro de 2025, alegando duplicidade administrativa. A relação familiar entre a promotora e um cargo comissionado na Prefeitura de Maceió levanta questões sobre possíveis conflitos de interesse, embora a legislação não proíba tal vínculo. As preocupações são ampliadas por reportagens em nível nacional que ressaltam o fundo NEST Eagle, associado a aportes de previdência, atraindo a atenção de órgãos de controle e tribunais de contas em diversos estados.

Com a saída da promotora, espera-se que o MP/AL redistribua o caso a outro membro e busque esclarecer as razões por trás das escolhas de investimentos do IPREV. A continuidade da apuração é essencial para garantir a transparência e a segurança dos recursos previdenciários, especialmente em um momento em que a confiança dos servidores públicos está em jogo. A pressão sobre a administração de JHC provavelmente aumentará até que respostas claras sejam fornecidas sobre os critérios utilizados na seleção dos ativos e os riscos envolvidos.

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