Caio Barbosa, CEO da Lumx, destacou que a nova regulamentação nos Estados Unidos, Europa e Brasil tem acelerado o uso de stablecoins para pagamentos internacionais. Em entrevista ao Times Brasil, ele explicou que a empresa adaptou seu foco para atender à crescente demanda do mercado financeiro por soluções que otimizem transações globais. A mudança na percepção sobre as stablecoins, agora vistas como ferramentas de liquidação, tem atraído grandes instituições, como bancos e fintechs.
Barbosa enfatizou que 2025 será um ano crucial para a consolidação regulatória do setor, com a regulação MiCA na Europa e novas normas nos Estados Unidos e Brasil. As resoluções do Banco Central brasileiro integram as stablecoins ao mercado de câmbio, proporcionando maior segurança jurídica e aumentando a confiança das empresas em adotar essa tecnologia. Apesar de os novos padrões regulatórios representarem desafios para startups, o CEO acredita que a clareza nas regras é positiva para todos os envolvidos.
O executivo também mencionou a expectativa de um contínuo amadurecimento regulatório até 2026, especialmente com o avanço do debate sobre o Clarity Act nos Estados Unidos. Essa legislação busca definir de forma mais precisa a classificação e supervisão dos ativos digitais, incluindo questões sobre autocustódia e a supervisão da SEC. Assim, a evolução do ambiente regulatório poderá ter impactos significativos na forma como as stablecoins são utilizadas em transações financeiras globais.

