O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça-feira, 20 de janeiro de 2026, que convidou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o Conselho da Paz, um novo grupo destinado a supervisionar a administração da Faixa de Gaza. Este conselho será presidido por Trump e tem como objetivo coordenar os esforços de reconstrução do território palestino, que tem enfrentado devastação significativa nos últimos anos devido a conflitos. O convite foi confirmado durante uma coletiva de imprensa em que Trump avaliou seu primeiro ano de segundo mandato.
O Conselho da Paz surge em um contexto de crescente tensão na região, especialmente após o anúncio da Casa Branca sobre a criação de um Comitê Nacional para a Administração de Gaza. Este comitê é encarregado de liderar a reconstrução do enclave, que sofreu com mais de 68 mil mortes em decorrência de conflitos. Enquanto Lula ainda não respondeu oficialmente ao convite, outros líderes, como os presidentes da Argentina e do Paraguai, também foram abordados, destacando a amplitude da busca de Trump por aliados na iniciativa.
As implicações desse convite são significativas, considerando o papel histórico do Brasil em questões de direitos humanos e mediação de conflitos. No entanto, a falta de inclusão de líderes palestinos na nova estrutura de governança pode gerar críticas e tensões adicionais. O governo norte-americano propõe um novo modelo de governança para Gaza, mas enfrenta resistência, incluindo críticas de autoridades israelenses sobre a falta de coordenação com o país em relação a essa iniciativa.

