Clientes da Fictor retiraram 70% de seus investimentos, totalizando quase R$ 2 bilhões, após a empresa anunciar uma proposta para adquirir o Banco Master em 18 de novembro. O grupo, que enfrenta uma crise de liquidez, protocolou um pedido de recuperação judicial no dia 1º de fevereiro, justificando a ação pela perda de confiança que se seguiu ao anúncio e à liquidação do banco pelo Banco Central.
O pedido de recuperação judicial abrange as empresas Fictor Holding e Fictor Invest, que acumulam uma dívida superior a R$ 4 bilhões. De acordo com o advogado que coordena o processo, a intenção é quitar as dívidas sem descontos, com um prazo de até cinco anos para reembolso. O bloqueio de R$ 150 milhões determinado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo visa garantir ativos financeiros da empresa em uma operação de cartões de crédito.
A expectativa é que o tribunal decida sobre o pedido de recuperação judicial em breve, e a reestruturação financeira foi impulsionada por um investidor internacional. A Fictor, que se expandiu para o setor de pagamentos, tem enfrentado dificuldades em manter os pagamentos de dividendos aos sócios devido à crise atual, o que pode afetar sua operação futura e a confiança de investidores.

