Uma adolescente de 15 anos denunciou uma agressão por parte de um motorista de ônibus escolar em Matão, São Paulo, na segunda-feira, 16 de março de 2026. A Polícia Civil está investigando o caso.
A jovem relatou que ficou com marcas nas costas e no pescoço, e um exame de corpo de delito revelou uma fratura na costela. A família suspeita que a agressão tenha motivações homofóbicas, já que a menor é homossexual.
A Prefeitura de Matão informou que o transporte escolar é realizado por uma empresa terceirizada e que o motorista foi afastado de suas funções enquanto a investigação policial está em andamento. O nome do motorista não foi divulgado e ele não foi localizado até a última atualização da reportagem.
A estudante contou que a confusão começou quando ela estava entrando no ônibus. “Ainda estava entrando no ônibus, aí tinha uma menina atrás de mim, aí me empurrou sem querer em cima da outra. Aí eu pedi desculpa, a motorista pegou a dor dela e começou a me xingar. Aí eu já ia sentar no banco, aí ele pegou e falou assim: ‘Desce’. Eu falei: ‘Tá bom’. Ele começou a me empurrar e eu peguei e virei para ele, falei para ele: ‘Para’. Ele não parou”, disse a jovem, que não será identificada por ser menor de idade.
Segundo a adolescente, as agressões continuaram. “Ele me enforcou, me deu mata-leão, segurou muito tempo. Aí depois ele foi lá, me soltou, aí eu dei um soco nele, rasguei a camisa dele. Ele me colocou contra uma barra dos cadeirantes. Aí me botou na frente e ele ficou atrás e me ergueu, me dando um mata-leão”, afirmou.
Imagens registradas por celular mostram a movimentação no ônibus e os gritos da jovem durante a agressão. A mãe da adolescente, Janaína Macedo, foi avisada por amigos da filha e correu para o hospital. “Na hora que eu cheguei, eu vi. Ela tava toda vermelha, com as costas vermelha, o pescoço tudo vermelho, a boca machucada. Meu mundo desabou naquele momento”, relatou.
Silmara Macedo da Silva, tia da jovem, acredita que a agressão pode ter sido motivada por homofobia. “Que motivo que ele teria para fazer isso com ela? A gente questiona que seja isso, homofobia, porque ela é homossexual, então, que mais?”, disse.
O caso foi registrado na delegacia de Matão e corre em segredo de justiça por envolver uma menor. A família pede justiça. “Espero que a justiça seja feita, que isso não saia impune”, afirmou a mãe. “Que ele pague pelo que ele fez, porque a gente não é de família ruim, a gente não quer fazer nada, a gente quer justiça. Tudo dentro da lei. Se ele não sabe lidar com adolescente, ele não pode trabalhar. A empresa tem que capacitar ele para numa dessa ele não fazer isso”, completou a tia.

