Adryan Bruno, um menino de 13 anos com paralisia cerebral, se tornou o ‘xodó’ dos caminhoneiros na BR-116, em Muriaé, Minas Gerais. A mudança em sua rotina começou com a iniciativa do pai, Adailson de Oliveira Silva, que decidiu levá-lo para ver o movimento na estrada durante a pandemia.
A ideia inicial era apenas proporcionar um momento ao ar livre, mas a emoção de Adryan ao ouvir buzinas e ver acenos de motoristas fez com que as visitas se tornassem semanais. Adailson comentou: “Nós paramos lá, mas não sabíamos desse interesse por caminhão”.
O carinho dos caminhoneiros rapidamente se espalhou além da beira da pista. O grupo de amigos de Adryan agora possui camisas personalizadas, e muitos motoristas visitam a casa da família quando passam pela região. Para a mãe, Cláudia Regina Bruno da Silva, essa rede de apoio é uma lição de inclusão. Ela afirmou: “Passaram amigos e mais amigos, e isso foi crescendo. Hoje há muita gente que apoia sem preconceito. Eles frequentam a casa da família”.
A interação com os caminhoneiros trouxe reflexos positivos na saúde de Adryan, melhorando sua coordenação motora e autoconfiança. O pai acredita que o asfalto se tornou uma extensão essencial do tratamento do filho.
Adryan nasceu prematuro e enfrentou complicações graves nos primeiros dias de vida, incluindo seis paradas respiratórias durante uma transferência hospitalar. O diagnóstico de paralisia cerebral foi dado quando ele tinha um ano e meio. Desde então, a família mantém uma rotina intensa de cuidados, que inclui fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e hidroterapia.
Agora, a rotina de Adryan se enriquece com o som das buzinas e o carinho dos caminhoneiros, que se tornaram parte importante de sua vida.


