Um advogado, identificado como Maurício Almeida de Albuquerque, de 46 anos, foi assassinado na tarde de sexta-feira, 27 de março de 2026, após cumprir um mandado de penhora em uma empresa de logística na Rua João Chancharulo, em São Vicente, no litoral de São Paulo.
Maurício estava acompanhado por outras duas pessoas, que também ficaram feridas. De acordo com a Polícia Militar, as vítimas realizavam uma diligência judicial de penhora e remoção de veículos no local, em conjunto com outros profissionais, incluindo uma Oficial de Justiça e membros da Polícia Judicial do TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região), que haviam saído para almoçar no momento do crime.
O advogado estava com seu irmão, Roberto Albuquerque, estudante de Direito, e o advogado Denison Berndt, quando foram surpreendidos por dois homens encapuzados que saíram de um matagal próximo e efetuaram disparos contra eles.
Os suspeitos fugiram após o crime, seguindo em direção ao mesmo matagal. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Maurício morreu no local, enquanto a outra vítima foi socorrida pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel) e encaminhada ao Hospital Vicentino com quatro perfurações no tórax, antebraço e pernas. O terceiro homem presente no local sofreu apenas um ferimento no dedo e recusou atendimento.
A OAB-SP manifestou pesar com o caso e afirmou que irá acompanhar as investigações sobre o assassinato do advogado, além de cobrar melhorias na segurança pública. O presidente da Secional paulista, Leonardo Sica, entrou em contato com as autoridades policiais competentes, “cobrando rigor e agilidade na apuração dos fatos, para que sejam tomadas todas as medidas necessárias à responsabilização dos culpados e à solução célere deste caso”.
O escritório do advogado Maurício também lamentou a morte. O caso foi registrado como homicídio e tentativa de homicídio no 3º DP de São Vicente. Segundo a SSP, diligências estão sendo realizadas para esclarecer os fatos.

