A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda e o uso do azeite extravirgem da marca Royal devido a fraudes constatadas em análise laboratorial. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 24 de março de 2026.
Segundo a Anvisa, a irregularidade foi identificada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que analisou a composição do lote 255001. A análise revelou que o produto não atendia aos padrões de identidade e qualidade aplicáveis ao azeite de oliva extra virgem, além de ter adição de outros óleos vegetais.
A proibição foi ainda mais justificada pelo fato de que o azeite continuou sendo vendido mesmo após a determinação de recolhimento pelas autoridades competentes.
Outras marcas de azeite também foram proibidas pela Anvisa após a detecção de irregularidades. No dia 16 de março, a agência determinou a apreensão do azeite de oliva extravirgem San Olivetto, da empresa Agro Industria e Cerealista Norte Paraná LTDA, devido a irregularidades relacionadas à origem do produto, que era desconhecida, e à importadora, que estava com o CNPJ suspenso desde maio do ano passado por inconsistência cadastral.
A distribuidora, Comercial Alimentícia e Cerealista Capixaba Ltda, está com CNPJ baixado por encerramento desde novembro de 2024. No mês anterior, a Anvisa já havia proibido e apreendido azeite da marca Campo Ourique, que também tinha origem desconhecida e não apresentou resultados satisfatórios em avaliação laboratorial. Em janeiro, a marca Terra das Oliveiras foi proibida por ser de origem desconhecida.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) orienta os consumidores a adquirirem azeites de boa procedência e sem riscos à saúde. As recomendações incluem desconfiar de preços abaixo da média, verificar se a empresa está registrada no MAPA, conferir a lista de produtos irregulares já apreendidos, não comprar azeite a granel, estar atento à data de validade e aos ingredientes, e optar por produtos com a data de envase mais recente.

