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Artemis II: comunicação entre Terra e astronautas será testada com tecnologia avançada

Amanda Rocha
Última atualização: 22 de março de 2026 05:30
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A missão Artemis II da Nasa decolará do Centro Espacial Kennedy, nos EUA, no dia 1º de abril de 2026, levando um dos maiores sistemas de comunicação já utilizados na exploração espacial.

O objetivo é conectar os quatro astronautas a especialistas na Terra por meio de uma “internet espacial”. Ken Bowersox, administrador associado da Diretoria de Missões de Operações Espaciais da Nasa, afirmou: “Desde conversas em tempo real com controladores de missão até os dados que conduzem decisões críticas, pesquisas e até ligações para casa, as comunicações espaciais mantêm os astronautas conectados.”

A comunicação será realizada por uma combinação de antenas em solo e satélites que atuarão como “repetidores” de sinal, garantindo cobertura quase ininterrupta, independentemente da rotação da Terra e da posição da nave.

O processo de comunicação contínua será garantido por handoffs, que são transferências automáticas de comunicação entre links, assegurando continuidade sem interrupções perceptíveis. A Near Space Network, gerenciada pelo Nasa Goddard Space Flight Center, apoiará as fases iniciais da missão.

Após a injeção translunar, a comunicação será transferida para a Deep Space Network (DSN), operada pelo Jet Propulsion Laboratory, que usará tecnologia de longo alcance para manter o contato até a Lua.

A DSN, que já é utilizada para comunicação com rovers em Marte, é fundamental para as comunicações em espaço profundo, operando com antenas de rádio na Califórnia, Espanha e Austrália.

A Artemis II será a primeira missão tripulada a utilizar comunicações por laser no espaço profundo, testando o sistema O2O (Orion Artemis II Optical Communications System), capaz de transmitir vídeos em 4K a uma taxa de 260 Mbps.

Esse sistema é considerado um protótipo para futuras colônias na Lua e para missões a Marte. Os terminais a laser são menores, mais leves e consomem menos energia do que os sistemas de rádio tradicionais.

Durante a missão, a Orion enfrentará um apagão de comunicações planejado de cerca de 41 minutos, quando passar atrás da Lua, bloqueando a comunicação. A DSN retomará o sinal assim que a nave reaparecer.

A Nasa está desenvolvendo o Lunar Communications Relay and Navigation Systems para eliminar esse apagão, com a empresa Intuitive Machines selecionada para criar satélites que funcionarão como retransmissores ao redor da Lua.

Essas redes de comunicação são essenciais para a missão, funcionando como um “fio invisível” que conecta todas as etapas da Artemis II, da decolagem ao splashdown.

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