A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou um ataque ao Hospital de Ensino El-Daein, localizado na região de Darfur Oriental, no Sudão, ocorrido em 21 de março de 2026. O bombardeio resultou em um alto número de vítimas civis e profissionais de saúde.
O balanço oficial indica que ao menos 64 pessoas morreram na ofensiva, incluindo 13 crianças, um médico, duas enfermeiras e diversos pacientes. Além das fatalidades, o ataque deixou 89 feridos, sendo que oito deles eram profissionais de saúde que estavam na unidade no momento da explosão.
O ataque comprometeu gravemente a infraestrutura do hospital, atingindo e danificando os departamentos de Pediatria, Maternidade e Emergência. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, manifestou-se sobre a tragédia na rede social X, afirmando:
“”A OMS verificou mais um ataque contra a assistência de saúde no Sudão. Desta vez, o Hospital de Ensino El-Daein, na capital de Darfur Oriental, El-Daein, foi atacado, matando pelo menos 64 pessoas, incluindo 13 crianças, duas enfermeiras, um médico e vários pacientes.””
O escritório humanitário da ONU no Sudão também expressou consternação, afirmando estar chocado
“”pelo ataque de ontem contra um hospital em Darfur Oriental, que, segundo relatos, matou dezenas de pessoas, incluindo crianças, e deixou ainda mais feridos.””
Segundo Tedros, o número total de mortes vinculadas a ataques contra unidades de saúde durante a guerra no Sudão ultrapassou 2.000. Ao longo dos quase três anos de conflito, a OMS confirmou que 2.036 pessoas foram mortas em 213 ataques contra o setor de saúde, incluindo o ataque em Al Deain.
O grupo sudanês de direitos humanos Emergency Lawyers afirmou que o ataque ao hospital partiu do exército do Sudão. A guerra civil, que opõe o exército regular aos paramilitares das Forças de Apoio Rápido, começou em abril de 2023, com raízes nas tensões após o golpe militar de 2021. A ONU classifica a situação no Sudão como a pior crise humanitária do mundo.


