Aviões de guerra de Israel atacaram um veículo nas proximidades de Jezzine, no sul do Líbano, a cerca de 30 quilômetros da fronteira com Israel, resultando na morte de ao menos três jornalistas.
O Exército israelense informou que um dos mortos, Ali Shoeib, estaria ligado à “unidade de inteligência” do Hezbollah. Contudo, essa acusação foi feita sem a apresentação de provas.
O presidente do Líbano condenou o ataque, classificando-o como uma violação das leis internacionais. Ele fez um apelo à comunidade internacional para que intervenha e ajude a conter a escalada de violência no país.
Além de Shoeib, da emissora Al Manar, também faleceram Fatime Ftuni, do canal Al Mayadeen, e um familiar que os acompanhava. Neste mesmo dia, novas ofensivas israelenses resultaram na morte de seis profissionais de saúde em dois ataques distintos contra ambulâncias em território libanês.
O conflito ganhou nova dimensão com a entrada dos rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, que reivindicaram o lançamento de um míssil contra território israelense, marcando o primeiro ataque direto desde o início da guerra.
A ofensiva levanta preocupações sobre a segurança no Mar Vermelho, uma rota estratégica para o comércio global, que já havia sido afetada anteriormente por ações do grupo durante a guerra em Gaza.
O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, alertou países do Golfo para que não apoiem operações militares dos Estados Unidos e de Israel, afirmando que qualquer alinhamento com os adversários pode comprometer a segurança e o desenvolvimento da região.
Pezeshkian também discutiu o conflito com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, reforçando a mobilização diplomática em torno da crise. O Paquistão reúne neste sábado representantes de Arábia Saudita, Turquia e Egito para tentar construir uma saída diplomática para a guerra envolvendo o Irã.
A reunião ocorre em um momento de crescente instabilidade regional, com risco de ampliação do conflito para outros países do Oriente Médio. Após a repercussão internacional, o Exército israelense afirmou que Ali Shoeib mantinha contato com membros do Hezbollah e atuava como agente infiltrado, disfarçado de jornalista. Essa justificativa foi recebida com ceticismo por autoridades e organizações internacionais, especialmente pela ausência de provas públicas que sustentem a acusação.

