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Aumento da expectativa de vida prolonga pós-menopausa e sintomas em mulheres

Amanda Rocha
Última atualização: 21 de março de 2026 10:44
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O aumento da expectativa de vida no Brasil fará com que mais mulheres enfrentem a pós-menopausa por um período prolongado. Isso implica em um maior número de brasileiras lidando com sintomas como secura vaginal e dor durante a relação sexual nos próximos anos.

Os ginecologistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo relatam que até sete em cada dez mulheres que param de menstruar apresentam esses sintomas. A causa está relacionada à redução natural dos níveis de estrogênio após os 45 anos de idade.

Os sintomas clássicos da síndrome geniturinária da menopausa incluem secura vaginal, dor na relação sexual, urgência e aumento da frequência urinária, infecções urinárias recorrentes, além de ardor, queimação e coceira na vagina. Embora seja comum entre mulheres na menopausa, a síndrome também pode ocorrer durante o climatério, amamentação ou tratamento de bloqueio hormonal, especialmente em pacientes oncológicas.

A síndrome geniturinária da menopausa, embora vista como um processo natural do envelhecimento, é tratável. Os incômodos físicos e emocionais podem afetar a rotina da mulher, causando infecções repetidas, dores e possíveis escapes de urina, além de impactar a vida emocional e a satisfação sexual.

O tratamento pode incluir o uso de hidratantes e lubrificantes vaginais, orientações comportamentais e sexuais, além de terapia hormonal local com estrogênio ou sistêmica. A fisioterapia do assoalho pélvico também é uma alternativa para controlar a frequência urinária e os escapes.

Dr. Marcelo Antonini, diretor do serviço de Ginecologia e Obstetrícia do HSPE, destaca que a instituição oferece intervenções personalizadas para cada paciente. Ele menciona que o uso de laser íntimo, embora pouco comum, é uma opção não hormonal que traz benefícios com menos efeitos colaterais.

Embora a síndrome urogenital seja inevitável, algumas práticas podem ajudar a reduzir a progressão e o impacto dos sintomas. Os especialistas recomendam: realizar acompanhamento ginecológico regular, usar hidratantes vaginais precocemente quando indicado, manter atividade sexual quando desejada, evitar produtos irritantes e duchas vaginais, e tratar os sintomas iniciais de forma precoce.

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