A companhia aérea Azul reportou um prejuízo líquido ajustado de R$ 425,5 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o lucro de R$ 62,4 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.
No acumulado de 2025, a empresa teve uma perda total de R$ 4,28 bilhões, um aumento de 330% em relação ao prejuízo de 2024.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 2,138 bilhões no quarto trimestre, representando um crescimento de 9,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior, atingindo um nível recorde. No total do ano, o Ebitda também subiu 9,6%, totalizando R$ 6,64 bilhões.
A margem Ebitda foi de 36,9%, superior aos 35,2% do quarto trimestre de 2024.
A receita líquida da Azul cresceu 4,6% em relação ao ano anterior, alcançando R$ 5,799 bilhões no quarto trimestre. No total de 2025, a receita somou R$ 21,973 bilhões, uma expansão de 12%.
De acordo com a Azul, esse crescimento reflete um “ambiente de demanda consistentemente forte e ajustes estratégicos de malha”, entre outros fatores.
No quarto trimestre, a companhia transportou 8 milhões de passageiros, mantendo o mesmo volume do período anterior. Entre outubro e dezembro, a Azul aumentou sua capacidade total (ASK) em 1,1% em relação ao ano anterior, fechando o trimestre com 12,460 milhões de ASK, impulsionada principalmente por um crescimento de 11,8% nas operações internacionais.
A receita por assento-quilômetro disponível (Rask) aumentou 3,5%, alcançando 46,55 centavos de real. O custo operacional por assento disponível por quilômetro (Cask) foi de 35,15 centavos de real no quarto trimestre de 2025, uma ampliação de 0,6% em relação ao mesmo período de 2024. O preço médio do combustível por litro ficou em R$ 3,93, com uma alta anual de 1,5%.


