As autoridades mexicanas continuam, nesta sexta-feira (27), as buscas por dois veleiros desaparecidos no Caribe, que transportavam ajuda humanitária para Cuba. Nove tripulantes de diversas nacionalidades estavam a bordo das embarcações, segundo informações dos organizadores do comboio.
A Marinha mexicana informou que iniciou uma operação para localizar as embarcações, que partiram na sexta-feira passada de Isla Mujeres, no estado de Quintana Roo, e deveriam chegar a Havana entre terça e quarta-feira desta semana. Um porta-voz do comboio Nuestra América afirmou que as autoridades mexicanas ativaram o protocolo de busca e resgate para os veleiros que ainda não chegaram a seu destino.
“Os capitães e as tripulações são navegadores experientes, e ambas as embarcações estão equipadas com sistemas de segurança e sinalização adequados”, disse o porta-voz, que se mostrou confiante na capacidade das tripulações de chegar a Havana em segurança. A previsão de chegada a Havana é entre a noite de sexta-feira, 27 de março, e o meio-dia de sábado, 28 de março.
A Marinha mexicana não recebeu até o momento “comunicação ou confirmação da chegada” das embarcações à ilha. Por isso, acionou os comandos navais da região e seus postos de busca e resgate. As identidades ou nacionalidades dos tripulantes não foram especificadas, mas a Marinha mantém comunicação com agências e centros de resgate na Polônia, França, Cuba e Estados Unidos.
As buscas incluem aeronaves Persuader ao longo da rota estimada entre Isla Mujeres e Havana, levando em consideração o trajeto planejado, possíveis mudanças de direção e as condições meteorológicas. A Marinha também fez um apelo à comunidade marítima civil e comercial do Caribe e do Golfo do México para que informe “imediatamente” qualquer informação ou avistamento dos veleiros.
Cuba enfrenta uma profunda crise, agravada pela suspensão do fornecimento de petróleo da Venezuela após a captura do presidente deposto, Nicolás Maduro, em uma operação das forças dos EUA em 3 de janeiro. A ONU está em negociações com Washington para permitir a entrada de combustível para fins humanitários. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, impôs medidas emergenciais para conservar combustível, incluindo um rigoroso racionamento.


