As bolsas asiáticas encerraram majoritariamente em baixa nesta terça-feira, 31 de março de 2026, em meio a incertezas sobre a guerra no Oriente Médio. Apesar de sinais de que o presidente dos EUA, Donald Trump, deseja evitar um conflito prolongado, a aversão ao risco predominou na região.
Liderando as perdas, o índice sul-coreano Kospi caiu 4,26% em Seul, fechando a 5.052,46 pontos. O Nikkei japonês teve uma queda de 1,58% em Tóquio, a 51.063,72 pontos, enquanto o Taiex em Taiwan recuou 2,45%, fechando a 31.722,99 pontos. Ao longo de março, o Kospi acumulou perdas de 19,1% e o Nikkei, de 13,2%.
A guerra no Oriente Médio teve início em 28 de fevereiro. Na China continental, o Xangai Composto recuou 0,80%, fechando a 3.891,86 pontos, e o Shenzhen Composto teve uma queda de 1,71%, a 2.535,36 pontos. O Hang Seng em Hong Kong foi a exceção, com uma modesta alta de 0,15%, fechando a 24.788,14 pontos.
Apesar dos relatos de que Trump considera encerrar a campanha militar contra o Irã, a aversão ao risco se manteve. O Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, continua em grande parte fechado. Os ataques na região persistem, com um bombardeio em Isfahan, onde estão localizadas instalações nucleares do Irã, e um drone iraniano atingindo um petroleiro do Kuwait nas águas de Dubai.
Uma notícia positiva sobre a atividade manufatureira chinesa ficou em segundo plano. O PMI industrial oficial da China subiu para 50,4 em março, superando a barreira de 50, que indica expansão, em parte devido a fatores sazonais. Na Oceania, a bolsa australiana teve um desempenho positivo, com o S&P/ASX 200 em Sydney subindo 0,25%, fechando a 8.481,80 pontos.


