A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o senador Rogério Marinho (PL-RN) realize visitas periódicas ao ex-mandatário na prisão. Bolsonaro cumpre pena na Papudinha, em Brasília, após condenação por tentativa de golpe de Estado.
No pedido apresentado nesta quinta-feira (12), os advogados pedem que Marinho seja autorizado a visitar o ex-presidente às quartas-feiras, entre 8h e 10h, sem necessidade de novas autorizações judiciais a cada encontro. Segundo a defesa, a medida não altera as condições impostas pelo Supremo e visa evitar a apresentação de pedidos individuais para cada visita.
““A medida visa apenas permitir a realização de encontros periódicos dentro das condições já estabelecidas, evitando-se a necessidade de sucessivos requerimentos específicos para cada ocasião”, afirmam os advogados.”
O pedido foi encaminhado a Moraes, que deverá decidir se autoriza ou não a inclusão do senador entre os visitantes autorizados de forma regular.
Além disso, o ex-presidente aguarda uma decisão do ministro sobre a autorização para a visita de Darren Beattie, assessor do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em manifestação enviada ao STF, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que a visita de Beattie pode representar risco de ingerência estrangeira em assuntos internos do Brasil.
““A visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-Presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”, afirmou Mauro Vieira.”
Mais cedo, o ministro havia determinado que o Itamaraty enviasse informações à Corte sobre a existência de agenda diplomática de Darren Beattie no Brasil.

