O CEO da Vibra Energia, Ernesto Pousada, afirmou que o Brasil possui estoque suficiente de diesel, mesmo com a pressão dos preços globais devido à guerra no Oriente Médio. Em entrevista, Pousada destacou que o conflito está afetando o setor de combustíveis, mas garantiu que não haverá desabastecimento.
Desde o início da guerra, o preço internacional do diesel subiu 65%, enquanto no Brasil o aumento oficial foi de apenas 6%. O país importa 30% do diesel consumido internamente, resultando em um impacto médio de aproximadamente 20% no aumento de preços no Brasil.
Pousada tranquilizou os consumidores, afirmando:
““O Brasil tem hoje um estoque de diesel suficiente. Nós precisamos ir equacionando ao longo dos próximos meses, entre Petrobras e as distribuidoras, para que não falte. Posso assegurar que teremos diesel disponível.””
Ele também mencionou que a situação da gasolina e do etanol é mais confortável, já que a gasolina é majoritariamente produzida no Brasil, com pouca importação. A Vibra Energia, que opera a rede de postos Petrobras com 7.500 unidades, está enfrentando desafios para manter o abastecimento.
Em março, a empresa registrou um aumento de 20% nas vendas devido à demanda adicional, já que outras distribuidoras não conseguem atender os postos bandeira branca. Para atender essa demanda, a Vibra dobrou o volume de diesel importado.
Pousada destacou um dos principais problemas: a diferença entre o preço do diesel importado e o praticado pela Petrobras, que atualmente chega a R$ 2,50 por litro. A subvenção do governo para importação, de cerca de R$ 0,32 por litro, não cobre toda essa diferença.
““O impacto da distribuição na composição do preço final é de apenas 5%”,”
explicou o CEO, ressaltando que aproximadamente 30% do preço final corresponde à aquisição do produto e 45% são impostos federais e estaduais.
Sobre a recente autuação da ANP à Vibra e outras distribuidoras, Pousada afirmou que se tratou de uma solicitação de esclarecimentos sobre variações de preço, que foi respondida em menos de 48 horas com total transparência.
““A Vibra tem prezado por toda a transparência e assim vamos continuar atuando. Nós queremos reafirmar esse compromisso não só com o poder público, mas com toda a população,””
afirmou.
O CEO defendeu um diálogo mais intenso entre todos os atores da cadeia de suprimentos, incluindo Petrobras, distribuidoras, postos de gasolina, ANP e governo, para encontrar soluções para o país nesse momento crítico.
““A Vibra está bastante aberta ao diálogo, a encontrar soluções que vão ser o melhor para a população brasileira, para o país,””
concluiu.


