A Braskem anunciou um prejuízo líquido de R$ 10,284 bilhões no quarto trimestre de 2025, um aumento de 82% em relação ao mesmo período de 2024.
O Ebitda recorrente da companhia foi de R$ 589 milhões, apresentando uma alta de 6% em comparação ao quarto trimestre do ano anterior. A receita líquida totalizou R$ 16,101 bilhões, com uma queda de 16% na mesma base de comparação.
O balanço da empresa foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG, mas foi registrada uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
Os auditores destacaram que a Braskem e suas controladas tiveram um prejuízo de R$ 9,880 bilhões na controladora e de R$ 10,961 bilhões no consolidado no quarto trimestre. O passivo circulante superou o total do ativo em R$ 3,090 bilhões na controladora e em R$ 9,770 bilhões no consolidado, enquanto o patrimônio líquido era negativo em R$ 16,147 milhões na controladora e em R$ 16,502 milhões no consolidado.
A companhia informou que a dinâmica da indústria petroquímica foi impactada por incertezas do cenário externo, incluindo conflitos geopolíticos e guerra tarifária, que pressionaram os spreads químicos e petroquímicos no mercado internacional.
O prejuízo trimestral foi maior que o do terceiro trimestre, que foi de R$ 26 milhões, devido à baixa de ativos fiscais diferidos, sem efeito na liquidez. No acumulado do ano, a Braskem teve um prejuízo líquido de R$ 9,879 bilhões, 13% menor que em 2024, com um Ebitda recorrente de R$ 3,156 bilhões, queda de 45% em relação ao ano anterior.
A receita líquida em 2025 foi de R$ 70,717 bilhões, com uma diminuição de 9% em relação a 2024. No quarto trimestre, o prejuízo líquido atribuível aos acionistas foi de US$ 1,9 bilhão (R$ 10,3 bilhões), maior que o do terceiro trimestre.
O saldo da dívida bruta corporativa era de US$ 9,4 bilhões ao final do quarto trimestre, considerando o saque da linha de crédito stand-by realizado em outubro de 2025. A dívida em moeda estrangeira representava 92% da dívida total, com prazo médio de endividamento de cerca de oito anos e custo médio ponderado de variação cambial +6,20% ao ano.
A Braskem encerrou o trimestre com saldo de dívida líquida ajustada de US$ 7,5 bilhões, um aumento de 3% em relação ao trimestre anterior e de 19% em comparação ao mesmo período de 2024. A alavancagem corporativa foi de 14,74 vezes, estável em relação ao trimestre anterior e 99% maior que as 7,42 vezes do mesmo período de 2024.
Ao final de 2025, a Braskem, excluindo a Braskem Idesa e os investimentos do REIQ, realizou investimentos de cerca de R$ 2,364 bilhões, 2% inferiores à estimativa inicial de R$ 2,417 bilhões.


