A Caixa Econômica Federal concluiu o pagamento da parcela de março do Bolsa Família nesta terça-feira (31). Os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 0 receberam o valor mínimo de R$ 600, que com o novo adicional, sobe para R$ 683,75.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa alcançou 18,73 milhões de famílias neste mês, com um gasto total de R$ 12,77 bilhões. Além do benefício mínimo, os beneficiários podem receber três adicionais: o Benefício Variável Familiar Nutriz, que paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses, um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes, R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e R$ 150 a cada criança de até 6 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, os pagamentos ocorrem nos últimos dez dias úteis de cada mês. Os beneficiários podem consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, que permite acompanhar as contas poupança digitais do banco.
No dia 18 de março, beneficiários de 171 cidades em nove estados receberam o pagamento de forma unificada, independentemente do NIS. Essa medida beneficiou 126 municípios do Rio Grande do Norte, afetados pela seca, e moradores de Juiz de Fora, Ubá, Patrocínio do Muriaé e Formiga, em Minas Gerais, que enfrentaram enchentes. Cidades nos estados do Amazonas, Bahia, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe também foram contempladas.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso, conforme a Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família. O Seguro Defeso é destinado a pessoas que dependem da pesca artesanal e não podem exercer essa atividade durante o período da piracema.
Cerca de 2,35 milhões de famílias estiveram na regra de proteção em março. Essa regra permite que famílias que conseguem emprego e aumentam a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada membro receba até meio salário mínimo. O benefício médio repassado para esses casos foi de R$ 368,97. Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano, mas essa mudança se aplica apenas às famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025.

