O projeto que criminaliza a prática da misoginia, equiparando-a ao crime de racismo, não deve ter tramitação acelerada na Câmara dos Deputados. A proposta já avançou no Senado e recebeu apoio do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência da República, o que gerou reações contrárias da ala mais radical do bolsonarismo.
O governo planejava apresentar um requerimento de urgência para acelerar a tramitação, permitindo que a medida fosse votada diretamente no plenário, sem passar pelas comissões. No entanto, para evitar polêmicas e tensões no Legislativo, o presidente da Câmara, Hugo Motta, indicou a interlocutores que conduzirá a tramitação do projeto com cautela e sem pressa.

