Os candidatos Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) se preparam para a disputa eleitoral em São Paulo, explorando os pontos fracos um do outro.
A campanha de Haddad, que se posiciona como opositor, criticará a privatização da Sabesp, destacando um recente incidente em Mairiporã, onde um funcionário de uma terceirizada morreu após o rompimento de um reservatório, deixando outras nove pessoas feridas.
Outro alvo da campanha petista será o sistema de pedágio “free flow”, que permite a cobrança de tarifas sem que os motoristas precisem parar. Prefeitos locais já solicitaram a suspensão da cobrança, indicando descontentamento entre os eleitores.
Além disso, Haddad irá questionar a investigação em curso contra o vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth (PSD), que é investigado por lavagem de dinheiro em Andorra. Ramuth afirma que a origem dos recursos é legítima e que a offshore em nome de sua esposa foi declarada à Receita Federal.
A campanha de Tarcísio, por sua vez, buscará vincular Haddad aos impostos criados durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Um documento do Congresso revela que, entre janeiro de 2023 e junho de 2025, o governo petista criou ou aumentou um imposto a cada 37 dias.
Os aliados de Tarcísio também irão relembrar o histórico de corrupção do PT, incluindo os escândalos do Mensalão e do Petrolão. Além disso, a série de derrotas eleitorais de Haddad será utilizada como argumento, incluindo a derrota para Tarcísio em 2022 e sua única vitória em 2012, quando foi eleito prefeito de São Paulo.
As declarações polêmicas de Haddad, como a sugestão de que criminosos presos por pequenos delitos deveriam ser soltos, também serão relembradas pelos opositores.

