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Câncer colorretal pode causar 635 mil mortes e perdas bilionárias no Brasil até 2030

Amanda Rocha
Última atualização: 10 de março de 2026 11:40
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O câncer colorretal deve causar 635 mil mortes e perdas econômicas significativas no Brasil até 2030, segundo a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc) e o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Estudos indicam um aumento de 21% no número de casos entre 2030 e 2040, impulsionado pelo envelhecimento populacional, dietas ricas em alimentos ultraprocessados, sedentarismo e obesidade. Aproximadamente 65% dos casos são diagnosticados em estágio avançado, quando as chances de cura são menores.

A dificuldade de acesso ao tratamento é um fator preocupante, especialmente para pessoas pretas e pardas com baixo nível de escolaridade. Muitas dessas pessoas são atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e precisam buscar tratamento fora de seus municípios de residência.

O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, é o segundo tipo mais comum entre mulheres e homens no Brasil. A mortalidade por essa doença aumentou 120% nos últimos 20 anos, com um crescimento considerável na mortalidade prematura entre pessoas de 30 a 69 anos.

Um estudo publicado no periódico The Lancet estima que, entre 2001 e 2030, haverá 635.253 mortes por câncer colorretal, resultando em 12,6 milhões de anos potenciais de vida produtiva perdidos e perdas de produtividade de aproximadamente US$ 22,6 bilhões. As regiões Norte e Nordeste, embora apresentem menores impactos econômicos totais, têm os maiores crescimentos relativos de mortalidade e anos de vida produtiva perdidos.

O estudo destaca que a mortalidade por câncer não afeta apenas a saúde, mas também gera consequências econômicas e sociais significativas. As mortes prematuras reduzem o capital humano e as contribuições das pessoas para suas famílias e comunidades.

Esses dados podem orientar políticas públicas e o planejamento regionalizado dos serviços de saúde, ajudando a reduzir desigualdades e mitigar o impacto social e econômico das mortes prematuras por câncer.

O câncer é a segunda doença que mais mata no mundo, e no Brasil, as estimativas apontam para 518 mil casos anuais entre 2026 e 2028, excluindo tumores de pele não melanoma.

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