O ex-vereador e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), manifestou alívio com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que autorizou nesta terça-feira, 24 de março de 2026, seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a cumprir pena de prisão em regime domiciliar.
Em uma publicação nas redes sociais, Carlos afirmou que, na residência, Bolsonaro poderá ser cuidado ‘de forma mais adequada’, aumentando suas chances de ‘sobreviver’ diante do quadro de saúde atual do ex-presidente, que está internado desde o dia 13 de março em tratamento contra pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração.
Apesar do alívio, o ex-vereador ressaltou que a concessão da prisão domiciliar não deve ser considerada como ‘justiça’. Ele alegou que a ação que resultou na condenação de Jair Bolsonaro está ‘repleta de ilegalidades’.
“‘Para que exista justiça de verdade, nenhuma condenação dentro desse atropelador cenário pode ser normalizada. Qualquer pessoa minimamente decente sabe disso’, completou Carlos.”
Com a decisão, Jair Bolsonaro cumprirá prisão domiciliar em sua residência pelos próximos 90 dias. Durante esse período, ele deverá usar tornozeleira eletrônica, estará proibido de utilizar quaisquer meios de comunicação, como celular e redes sociais, e poderá receber visitas apenas de advogados e familiares.
Após os 90 dias, Alexandre de Moraes reavaliará a decisão para determinar se o ex-presidente continuará cumprindo a pena em casa ou se deverá retornar ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
“‘É óbvio que fico extremamente aliviado em finalmente ver meu pai em casa, podendo ser cuidado de forma mais adequada, aumentando sua possibilidade de sobreviver frente a tantas comorbidades médicas expostas ao longo de meses. Mas isso não pode ser tratado como justiça e nem…'”

