Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Procurar
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Cármen Lúcia declara inconstitucional lei que flexibiliza limites de barulho em SP
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
Procurar
Have an existing account? Sign In
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A

Cármen Lúcia declara inconstitucional lei que flexibiliza limites de barulho em SP

Amanda Rocha
Última atualização: 13 de março de 2026 14:39
Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou inconstitucional a lei municipal que flexibilizou os limites sonoros de grandes shows na cidade de São Paulo. A decisão foi proferida na quinta-feira (12) e rejeitou o recurso da gestão Ricardo Nunes (MDB), mantendo o entendimento da Justiça paulista que já havia considerado a norma inconstitucional.

O julgamento da questão seguirá no plenário virtual da corte até a próxima sexta-feira (20). A controvérsia gira em torno de uma legislação que incluía eventos previamente autorizados pelo poder público entre as exceções do Programa do Silêncio Urbano (Psiu), o que impedia fiscalização e penalidades por excesso de ruído.

A regra foi aprovada na Câmara Municipal em dezembro de 2024, por meio de um “jabuti”, que é a inclusão de um tema em um projeto de lei que tratava de outro assunto. O projeto original focava na gestão de resíduos sólidos e ajustes no Plano Diretor. O relatório da ministra cita jurisprudência do STF que proíbe o “contrabando legislativo”, exigindo que emendas tenham conexão estrita com a proposta inicial.

A decisão também ressalta que a medida foi aprovada sem fundamentação técnica e sem a participação popular, descumprindo exigências da Constituição Estadual para alterações na legislação urbanística. Os argumentos apresentados são os mesmos que levaram os desembargadores do Tribunal de Justiça a declarar a inconstitucionalidade da norma.

A ministra Cármen Lúcia afirmou que a apresentação de recurso “manifestamente inadmissível contra esta decisão demonstraria apenas inconformismo e resistência”, o que prejudicaria a agilidade e eficiência da Justiça em um processo que já se arrasta.

A lei que flexibilizou os limites sonoros beneficiou especialmente grandes arenas de shows, como o Allianz Parque, que já havia sido multado várias vezes por emissão de ruído acima do permitido. Com a mudança, o Psiu, que prevê multa de até R$ 36 mil e fechamento administrativo em caso de reincidência, deixou de fiscalizar os eventos realizados nesses locais, apesar das queixas de moradores.

No recurso ao STF, a prefeitura argumentou que a decisão do TJ “elegeu o direito ao sossego a um patamar de quase absolutismo” e que as exceções ao Psiu são exclusivas a atividades de “alta relevância social, cultural e econômica”. A Procuradoria-Geral do Município defendeu que a norma impugnada representava um avanço na coerência administrativa, pois resolvia a situação em que o Município autorizava grandes eventos culturais e, em seguida, multava-os pela produção de ruído.

Por outro lado, o Ministério Público estadual, autor da ação, argumenta que as exceções ao limite de ruído foram ampliadas sem planejamento técnico e sem participação social, o que é exigido pela Constituição do estado para a aprovação de leis urbanísticas. O Procurador-Geral de Justiça do MP-SP, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou que o aumento das fontes de poluição sonora “contribui negativamente para o bem-estar e qualidade de vida dos moradores” de São Paulo.

A Prefeitura de São Paulo tenta flexibilizar os limites sonoros para eventos na cidade há mais de três anos, justificando que o setor de entretenimento é um grande gerador de emprego e renda. Quando o TJ-SP derrubou a flexibilização do Psiu, o prefeito Ricardo Nunes chamou a medida de “perseguição” e afirmou que as críticas eram “uma grande balela”. Nunes também disse que enviaria um novo projeto de lei à Câmara Municipal, mas esse projeto nunca foi enviado.

Notícia Anterior Governo do Piauí inaugura reforma do Museu da Batalha do Jenipapo
Próximo notícia Espaçolaser registra lucro de R$ 10,8 milhões e vê potencial de crescimento
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta