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Casa Branca discute papel dos EUA no Irã após possível queda do regime

Amanda Rocha
Última atualização: 4 de março de 2026 16:32
Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

A porta-voz de Donald Trump, Karoline Leavitt, anunciou nesta quarta-feira, 4, que o governo americano está “discutindo ativamente” qual será o papel dos Estados Unidos no Irã após o fim do conflito, que entrou em seu quinto dia. A fala ocorreu durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca.

De acordo com Leavitt, a queda do regime dos aiatolás, no poder desde a Revolução Islâmica de 1979, não seria a meta principal, mas uma consequência secundária da ofensiva aérea lançada em conjunto com Israel no último sábado. “Podemos afirmar com segurança que, até o momento, a Operação Fúria Épica tem sido um sucesso retumbante”, garantiu.

Os objetivos da operação, conforme declarados por Trump, são quatro: destruir o programa de mísseis balísticos do Irã; aniquilar a Marinha e a presença naval iraniana na região; desmantelar a rede de grupos terroristas apoiados pelo Irã; e impedir que Teerã “continue a desenvolver armas nucleares”. O governo americano sempre negou que o programa de enriquecimento de urânio do Iran tenha fins que não sejam civis e energéticos.

Leavitt acrescentou que Trump estaria “considerando e discutindo ativamente” o futuro do Irã após a guerra, mas que o foco principal é “garantir o sucesso rápido e eficaz da operação”. Ela afirmou que o envio de soldados americanos para solo iraniano não está descartado, mas “não faz parte do plano neste momento”.

Os ataques foram motivados, em parte, pelo “palpite forte” de que o regime iraniano planejava atacar os Estados Unidos, segundo a porta-voz, afirmando que a ação seria a prova de que Trump “não blefa”.

A porta-voz afirmou que o Irã “recusou-se a dizer sim à paz”, o que, segundo ela, alimentou a decisão de Trump de entrar em guerra. Leavitt disse ainda que o Irã estaria construindo uma bomba que seria usada “contra os americanos e nossos aliados”. Líderes iranianos negaram repetidamente que o país estivesse construindo uma bomba, reiterando que armas de destruição em massa são proibidas pelo Islã.

As declarações ocorrem após o chefe do Estado-Maior Conjunto, o general Dan Caine, ter alertado sobre “ataques progressivos e mais profundos em território iraniano” e do secretário de Defesa, Pete Hegseth, ter dito que “é apenas o começo” das operações. Os disparos de mísseis balísticos por Teerã diminuíram 86% em relação ao primeiro dia de combates, segundo Caine. A previsão da Casa Branca é de que os Estados Unidos terão “domínio completo e total sobre o espaço aéreo do Irã nas próximas horas”.

Sobre a sucessão de Khamenei e o futuro do regime, a Casa Branca declarou que é preciso “esperar para ver” quem será o próximo líder. Leavitt confirmou ter recebido relatos de que o segundo filho do aiatolá falecido, Mojtaba Khamenei, poderia assumir o cargo, mas acrescentou que agências de inteligência estão monitorando e analisando a situação.

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“A Casa Branca discute o futuro do Irã após o fim da guerra.

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