Um casal foi condenado a 22 anos de prisão nesta terça-feira (24) em Barra do Bugres, a 171 km de Cuiabá, por suspeita de matar o próprio filho, um bebê de 40 dias.
A sentença foi proferida pelo tribunal do júri, onde a mãe foi condenada a 14 anos e seis meses de prisão, enquanto o pai recebeu uma pena de oito anos e seis meses. O juiz Lawrence Pereira Midon conduziu a sessão.
No caso do pai, a pena foi atenuada devido à confissão espontânea, e ele recebeu o direito de responder em liberdade.
O crime ocorreu em janeiro de 2021. Segundo a investigação, a criança morreu após sofrer traumatismo cranioencefálico e provável convulsão provocada por objeto contundente.
Inicialmente, o caso foi tratado como homicídio culposo, com a suspeita de que os pais teriam dormido sobre o bebê, causando asfixia acidental. No entanto, a Polícia Civil encontrou manchas de sangue na varanda da casa, e a perícia da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou que o material era sanguíneo, levantando suspeitas de crime.
Durante depoimento ao delegado Rodolpho Bandeira, os suspeitos apresentaram versões diferentes sobre o caso e não souberam explicar a origem do sangue. O casal responde por homicídio qualificado, por meio cruel, e por fraude processual, por supostamente alterar a cena do crime para dificultar a investigação.
Ainda segundo a denúncia, eles teriam ingerido bebida alcoólica por várias horas no dia dos fatos e deixado de prestar os cuidados necessários à criança. Há indícios de que o bebê foi deixado machucado sobre a cama enquanto os acusados dormiam, o que teria contribuído para o agravamento do quadro clínico e, consequentemente, para a morte.


