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Caso Banco Master provoca divisão entre bolsonarismo e Centrão no Congresso

Amanda Rocha
Última atualização: 5 de março de 2026 19:09
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O caso do Banco Master está criando uma divisão significativa entre o bolsonarismo e o Centrão no Congresso Nacional. A análise foi feita por Pedro Venceslau, analista de Política. A situação distanciou grupos que anteriormente atuavam em conjunto contra o governo Lula.

Senadores têm pressionado pela instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master. Entre os mais ativos estão Rogério Marinho e Isalci Lucas, ambos do PL, que buscam pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para convocar uma sessão conjunta do Congresso Nacional que permitiria a instalação da comissão.

A situação é desconfortável para importantes lideranças do Centrão. Figuras como Ciro Nogueira, presidente do PP, e Antônio Rueda, presidente da União Brasil, estão diretamente envolvidos nas conversas com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Isso diminui o interesse desses grupos na abertura de uma investigação parlamentar.

O analista destaca que essa divergência empurra o Centrão, especialmente a cúpula das duas Casas Legislativas, para uma maior proximidade com o Palácio do Planalto. Na Câmara dos Deputados, Hugo Mota (Republicanos-PB) tem realizado gestos de aproximação com o presidente Lula, e espera-se um movimento semelhante por parte de Alcolumbre.

“O cenário contrasta com o que foi visto durante boa parte do ano passado, quando Centrão e bolsonaristas se uniram em diversas votações importantes, impondo derrotas significativas ao governo federal”, explica Venceslau. Para o governo federal, evitar a instalação de uma CPMI do Banco Master é estratégico, pois tal investigação poderia mudar o eixo do debate público.

Além disso, para o Centrão, a comissão poderia expor suas lideranças e prejudicar articulações políticas em curso, incluindo a apreciação de vetos presidenciais e a sabatina de Jorge Messias.

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