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Caso Henry Borel: ‘Monique permitiu tortura’, afirma advogado de acusação

Amanda Rocha
Última atualização: 23 de março de 2026 09:57
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O advogado de acusação no caso de Henry Borel, Cristiano Medina, afirmou nesta segunda-feira (23) que Monique Medeiros permitiu que o ex-vereador Dr. Jairinho torturasse o filho em pelo menos três ocasiões no mês de fevereiro de 2021.

Segundo Medina, a mãe da vítima teria abdicado da proteção materna e manipulado familiares e funcionários para manter um projeto de vida luxuosa ao lado do então namorado.

O julgamento dos réus ocorre no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Ambos respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

Medina destacou que Monique era sabedora do sofrimento da criança e agiu para evitar interferências externas. O advogado também informou que pedirá a nomeação da Defensoria Pública caso a defesa abandone o plenário para forçar um adiamento.

A defesa de Monique Medeiros chegou ao tribunal reforçando a tese de que ela vivia um relacionamento abusivo e que é, também, uma vítima de Jairinho. Já os advogados de Jairo Souza Santos Júnior alegaram falta de acesso a provas e pediram o adiamento da sessão para que o júri possa compreender melhor os laudos médicos.

Henry Borel, de 4 anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Inicialmente, o casal alegou que a criança havia sofrido um acidente doméstico ao cair da cama, mas o laudo do IML descartou a hipótese ao identificar 23 lesões pelo corpo.

A causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática por ação contundente. Investigações da Polícia Civil, auxiliadas por tecnologia que recuperou mensagens apagadas, concluíram que o menino vivia uma rotina de torturas praticadas pelo padrasto com o conhecimento da mãe.

O caso motivou a criação da Lei Henry Borel, que tornou o homicídio contra menores de 14 anos um crime hediondo.

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